quinta-feira, 15 de abril de 2010

PN - CULTURA - HISTÓRIA DO POXIM SEGUNDO JOSIAS



A HISTÓRIA DO POXIM

Não há registro sobre quem e quando chegaram os primeiros habitantes do Poxim e região. Os nomes mais antigos de que se tem noticias são: Vieira, Pereira, Rodrigues, Ramos e Souza. Josias diz que se lembra como se fosse hoje, do Poxim de antigamente, quando ele era ainda muito criança. O Poxim começava num extremo, Cruz de Rosa, até sitio Novo que era o outro extremo. Naquela época, passava uma estrada lá por trás da atual casa de Mario Teles, saindo dos mangues, ligando Japaratuba a Japoatã e Propriá, pois ainda não existia a BR 101. No conjunto existiam cerca de quarenta casas habitadas, segundo Josias pelas seguintes pessoas:Lá nos mangues, moravam Miguel Pinta Feme e Romana. O Alecrim era habitado por João Rodrigues, tio de Zeca Barbosa, Zé Maria, que era o Xuíte, Martinha, Maria de Cândido, Tomazinho, Antonio Coringa, João Caboclo, Manoel Camilo, Oiô Camilo, Zé Camilo, Maria de Tinda, Pedro Grosso e Tertina.

No Cajueiro Grande moravam Ranulfo Pinheiro, pessoa de muitas posses, Cazuzão, Pai de Hormínio e de Francisquinho, Benvindo, Januarinho, Agripino, Neozinho, Salu , João Gobiraba, Mané Vieira, Adolfo, e Antonio Teles, Pai de Mário Teles. A divisa entre o Poxim verdadeiramente dito e o Cajueiro Grande ficava na casa de Totonho Teles, onde havia uma cancela e era motivo de muitas brigas entre as crianças que afirmavam morar no Poxim.

No Poxim propriamente dito, Antonio José de Carvalho, meu pai, João Manoel Barbosa, e seus filhos Antonio Barbosa, José Rodrigues Barboza(Zéca Barboza), Pai de Mariana e João Lucio, meu tio, na casa de João Manoel, existia outra cancela, separando o Poxim do Sitio Novo.

A Cruz de Rosa era habitada por João Paulo, Silvério, Arcelino Pinto, meu tio, Mane Moreno, Carolina, Mané Cota, Joaquina e Martinha. No Sitio Novo, moravam Eduardo, Aurelina, Marcos, Florentiono, Gregório, Dominguinhos, André, Mirim, Ricardo, Cãndido e Mané Pezão.

O primeiro Padre que celebrou missa no Poxim foi o Padre Lucindo, que veio para Japoatã, aonde chegou a ser o intendente. “Foi ele quem me batizou”, informa Josias. Em seguida, veio o Padre Nabuco, muito querido e estimado pelo povo do Poxim, em especial pela família Barboza. Ficou muitos anos em Japoatã. “Foi ele quem fez meu casamento”, recorda-se Josias.

Na criação da festa de Natal no Poxim houve muita confusão. Pombo das Ladeiras era o intendente e não queria que existisse a festa, certamente para se prevenir sobre um possível enfraquecimento na festa de Japoatã. A festa só foi criada porque houve a interferência de Pedro Chaves, político forte de Propriá, que, a pedido dos moradores do Poxim, buscou o apoio do Presidente do estado, que na época era João Leite.

José Rodrigues Barboza, que era meu avô materno, conhecido como Zéca Barboza, foi umas das pessoas mais influentes e respeitadas do Poxim de antigamente, Foi o Primeiro vereador do Poxim, eleito em 1926, com mais de 60% do total dos votos, Ele sozinho teve mais votos do que o Prefeito eleito. De 1927 a 1928, foi nomeado Juiz de Paz pelo Presidente do Estado Manoel Dantas.

JOSIAS DO POXIM

AUTOR




1 comentários:

Dedinha Ramos disse...

Legal saber a história do Povoado Poxim, de lá eu me lembro que quando era pequena viajar para o Poxim era uma tarefa difícil, grandes poças de lama ao longo do caminho, fazia o percurso uma penitência, mas, em compensação quando chegava lá, para mim era o paraíso, eu ia para a casa de D. Odete e seu Maninho, brincava o final de semana embaixo de cajueiros, jaqueiras e mangueiras, ah que saudade! Também o Poxim era lugar de muitos gatinhos, é, rapazes bonitos tinha muito por lá! eu era apaixonada por uns 3 rsrsrsr, não era só dos cajus que eu ia atrás, eita lugar de homem bonito!

7 de maio de 2010 às 20:34